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historicamente, a histeria foi investigada por Freud como uma forma de sofrimento feminino convulsionante. hoje desvalidada como diagnóstico, o termo é usado de maneira pejorativa a fim de desqualificar mulheres com atitudes assertivas.

vivemos em uma sociedade estruturalmente patriarcal, e apesar de sermos maioria estatística da população, a realidade nas ruas e nos rolês é outra. mesmo a BATEU tendo uma estatítistica equilibrada de público (55% homens e 45% mulheres); sentimos a necessidade de emergir um novo capítulo da technovela BATEU: uma intervenção feminina. e histérica.

porque somos histéricas ao tomar, pela primeira vez, a produção de uma festa com equipe e line up 100% feminina. somos histéricas por sermos mulheres trabalhadoras lutando pelos nossos desejos, direitos e escolhas respeitadas. lutando pelo espaço na cena eletrônica como produtoras, DJs, pista, no front ou qualquer que seja o lugar que queiramos ocupar. se somos vistas como loucas desvairadas de ressignificar a histeria por impor nossas vozes, há muito tempo abafadas; ainda somos alegres, divertidas, carinhosas e acolhedoras. mas precisamos ser histéricas, insubordinadas, teimosas, falar alto, meter tiro, porrada e bomba se for necessário.

 

texto por @laraxalbrecht

08 Fevereiro 2020 - 23h

Bar do Deca - Praia Mole - Florianópolis

Ingressos

O ingresso inclui after após o amanhecer, sem hora pra acabar, e translado com jeeps entre o estacionamento e a festa, que rola na beira da Praia Mole em espaço coberto, com acesso livre pra sair tomar um ar e voltar. Insira no GPS ou Uber o endereço “Rodovia Jornalista Manoel de Menezes, 1640” e aguarde o próximo jeep quando chegar.

Ariana Grandona

Pessoas trans tem entrada gratuita na BATEU, contatando antecipadamente @ariana.grandona no Instagram.

O lote bafro custa R$ 20,00 e é destinado a pessoas negras.
Chama na DM @carou.correa

Bateu A Intervenção Histérica

LINEUP

DUE

A paixão por uma boa pista de dança foi o que levou Patrícia Vasconcelos, artista conhecida como Due, a se descobrir como DJ na cidade de São Paulo

Da energia transformadora da cultura de festas de rua, além de um renascimento pessoal, nasceu o interesse pela musica eletrônica, primeiramente a House Music, maior influenciadora da sua identidade.

Desde a sua estreia na festa de rua Caldo, há pouco mais de um ano, Due vem se descobrindo musicalmente e explorando novos sons e sensações que a música pode nos proporcionar. Sua pesquisa transita por diversas vertentes e não se limita a espaço-tempo ou padrões. O resultado são DJ sets espontâneos e envolventes, conduzidos com sensibilidade, muito groove e batidas marcantes. Atualmente é co-produtora da festa Sintética (SP), coletivo feito e pensado por mulheres e residente da festa Carlos Capslock. Como DJ, já se apresentou em clubes e grandes festas independentes como Mamba Negra, ODD e Gop Tun, em São Paulo, e Festa até as 4 e Selvagem, no Rio de Janeiro. Além da Virada Cultural e SP na Rua.

Luna Tik

Luna Tik é presença transformadora, tanto através da discotecagem – com sets eletrizantes e muito bem construídos – quanto da Performance Arte.

Começou sua carreira na Redoma, em 2015, e desde então vem se apresentando em festas de rua e clubes pelo Brasil, tendo performado em diversas festas da cena local e na Tribaltech Escape 2017.

A artista constrói sets versáteis, mesclando electro, minimal, microhouse e techno, e atualmente também está se aventurando em suas primeiras produções autorais. Foi DJ residente em núcleos como Estalada (CWB) e Vampire Haus (SP).

Fritzzo

Fernanda Rizzo é produtora e está a frente de diversos movimentos de luta cultural em Porto Alegre. Conhecida como Fritzzo, vem construindo sua identidade e concretizando sua carreira na música eletrônica underground desde 2017. Sendo uma das fundadoras do Coletivo Plano, grupo de artistas que questiona a utilização e a preservação do espaço público, bem como a sua segurança, por meio de festas realizadas em formato de ocupações de espaços comuns e da GRETA, grupo feminino que pauta o fortalecimento das mulheres e pessoas não-binárias nos diversos âmbitos da música eletrônica. Atualmente também é dj residente da Pane.

Flutuando ativamente entre o electro, break e house music, é assídua de beats quebrados e estéticas sonoras enérgicas que empolgam e provocam a pista à dançar. Dentro dessa construção sonora, trabalha acordes menores e ambientações pesadas com techno e acid, criando uma atmosfera pra contar sua história.

A forma como se destacou e se consolidou em tão pouco tempo permitiu que tenha passado por grandes festas de PoA como Base, Doma Club, NEUE, Vorlat, Cerne, Arruaça, Disc-O-Nexo, Festival Meca, em outros estados como Santa Catarina na Lapso e Tangerina Soundsystem e São Paulo na SILVER/tape, CALDO e Bicuda. Também tem participações em plataformas como Metanol FM, Veneno, Aberta, Deepbeep, A-MIG, Goma.rec, Pornograffitti, Portal Underground, On Wax Latinoamérica e Cereal Melodia.

Chroma

Chroma é o projeto musical de Sarah Zimmermann, DJ de Florianópolis, onde está profundamente envolvida com a emergente cena local. A DJ começou a experimentar a mixagem em meados de 2013 através de gêneros como dark ambient, downtempo e cloud rap. Seu vasto background musical permitiu a construção de uma identidade multifacetada, fugindo de estereótipos batidos e mantendo-se em transformação constante. Transita entre sonoridades retro-futuristas, breaks hipnóticos e sintetizadores metálicos, com fortes influências de EBM, new beat e minimal wave, indo até o garage, ghetto tech e derivados da jungle music. Conduz seus sets de maneira criativa, imprevisível e sempre versátil, seja criando uma atmosfera de subversão electro-tecnológica ou introduzindo vertentes oldschool noventistas.

Noizzed

Artista Noizzed

Noizzed, curiosa e inquieta, com uma visão focada na cena e um espirito multideterminado, vive e respirar música e arte.

Esteve, por muitos anos, a frente do núcleo de festas ‘Blak.out, e hoje mantém o projeto da Gravadora Estufa. Além disso, carrega o nome do selo BATEU como DJ residente e parte ativa no criativo, assim como da residência na Odisseia.

Em suas apresentações como DJ, Noizzed traça as linhas do house ao techno com passagens pelo electro, acid e breakbeat, buscando pelo som perfeito para cada situação e desafio que a pista apresenta. Sempre à procura de sonoridades autênticas e envolventes, a DJ apresenta cerca de 70 músicas autorais, possuindo dois álbuns. Noizzed, como produtora, proporciona sons bem característicos, com harmonias marcantes, sempre envolvente e dançante, objetivando, também, transmitir uma mensagem, seja pelo nome, pela letra ou arte da capa. Seu último álbum, lançado em 2018, obteve suporte de artistas como Richie Hawtin, Paco Osuna, DJ Mau Mau, Seldon, Gezender, Erica e Peggy Gou – e em 2019 lançou de ‘hypnotized’, um remix oficial para banda LETRUX com projeção nacional.

Noizzed, ou Fabi, como costuma ser chamada, busca pela evolução constante, tentando transmitir de forma natural e positiva a essência que vive e acredita na música.

Performers

Baque Mulher

Baque Mulher

O Movimento Nacional Maracatu Baque Mulher FBV (Feministas do Baque Virado), é fundado, regido e coordenado pela Mestra Joana D’arc Cavalcante desde 2008.

O MARACATU BAQUE MULHER FBV, é composto somente por mulheres que cantam, dançam e tocam loas (canções) próprias, compostas enquanto instrumento de expressão feminina, luta e resistência pelos direitos das mulheres e que tem por objetivo, alinhar posicionamentos e fomentar a partir do maracatu de baque virado projetos voltados para o empoderamento feminino. Assim, as batuqueiras do Baque Mulher espalhadas nacionalmente, realizam ações em suas próprias comunidades, em suas escolas, em suas cidades, sempre apoiadas nos fundamentos do Baque Mulher e sob orientações de Mestra Joana. O Baque Mulher traz em sua essência a força dos orixás e da Jurema Sagrada.

Mestra Joana D’arc Cavalcante, mulher negra, é Mestra da Nação Maracatu Encanto do Pina, Yakekeré Mãe Joana da Oxum do Ylé Axé Oxum Deym e neta da Yalorixá Dona Maria de Quixaba.

Mestra Joana, foi destaque na ONU Mulheres Brasil em 2019, pelo seu compromisso com o fim da violência contra as mulheres e meninas. É militante pela comunidade do Bode no bairro do Pina em Recife, e carrega consigo o legado de uma das nações mais conhecidas de maracatu de baque virado, e que se responsabiliza pela manutenção dessa tradição afro pernambucana.

O Baque Mulher Floripa fundado em 2016, faz parte do movimento nacional Maracatu Baque Mulher FBV (Feministas do Baque Virado), e está sob a coordenação da batuqueira Marga Vieira, realizando atividades de empoderamento feminino, por meio do maracatu. Nosso movimento consiste em fomentar a coletividade, o acolhimento, a auto-estima, a escuta, o respeito a ancestralidade, a valorização do ser mulher, como uma ação positiva contra os sentidos das violências, do machismo, do ódio, das fobias, do racismo e do individualismo.

Beatriz Delfino

Beatriz Delfino performando é uma mistura de realidade com um sentimento futurista a união plural das personas não faladas. Quando entrei em uma “histeria” em 2018 não havia mais palavras que conseguissem confortar um coração que deixou de florescer, foi a partir deste momento que procurei outras linguagens; A arte já fazia parte do cotidiano, mas não havia encontrado sentido depois dos vários diagnósticos, BATEU desde então a intervenção histérica, mudanças de humor e personalidades até conseguir juntar todas as emoções sentidas e transforma-la em linguagens, tudo começou em pequenas apresentações para amigos, estátuas vivas e depois amostras teatrais e poder compreender que eu poderia alcançar o ato de ser feliz sem a compreensão do outro e entendida sem precisar ablar qualquer palavra me deixava em transe; O corpo falando mais alto que o som das nossas vozes e isto é a principal motivação de poder ser e encarar a vida.

Nesta edição iremos entrar com a armadura, força, coragem e proteção dos cristais iluminando as pistinhas e o olhar de quem nos observa nesta histeria feminina.

Dualiti

Da junção do corpo e da musica liberta-se a mais pura expressão da alma. Sentimentos profundos carregados em um corpo politico se transformam em movimentos, trazendo a tona a mistura de caos e euforia sufocados dentro de nós.

Dualiti é figura ativa na cena eletrônica/noturna de Florianópolis desde 2017 onde organizava eventos com intuito de fugir da estetica padrão dos mesmos. Desde então, agrega essas experiencias artisticas sonoras e visuais em suas performances na busca de trazer perspectivas amplas de percepçao e interpretação da musica atraves da exuberancia de um corpo livre.

Maiteh Carraro

Maiteh

Maiteh Carraro é travesti multiartista visual vivendo em Floripa há 2 anos. encontrou, também, na dança a força da expressão e o poder de mudança no mundo. ela busca através da arte causar reflexões no outro e em si mesma quanto as possibilidades dos corpos nos espaços.

Hostess

Laró

Laró

Laró Prazeres, é mulher, lésbica, maquiadora e arrasa em sua marca de roupas, a @laroprazeres_handmade. clubber de raiz e ainda tem um currículo babadeiro como hostess em vários clubes bafos de São Paulo como: Lions, Cine Joia, Club Yacht, Carlos Capslock e Clube Glória.

Recebe nossas batedoras há quase 3 anos e além de hostess e a cara da BATEU, faz parte da equipe criativa, artística e também assina a beleza de todos nossos ensaios!

Ariana

Travesti, negra, nortista, residindo em florianópolis há quatro anos, Ariana é maquiadora, trabalha com produção de moda e publicidade, além também de promover eventos focados no público preto, LGBTQI+ para assim, criar ambientes de conforto a essas minorias.

Aline

Aline

Aline é poeta, historiadora, e participa da organização da bateu desde seus primórdios. Frequentadora assídua das festas de música eletrônica da cidade, com lugar reservado em todos os fronts. Acredita na democratização dos espaços e na politização da cena eletrônica de Florianópolis.

Talulah

Talulah

Mutável, arrojada, criativa, Talulah!

além de produtora de moda, designer, modelo e hostess (ufa!!) Luísa Talulah está a frente da produção geral dessa edição feita apenas por mulheres.
a Paulistana iniciou há pouco sua carreira na área de eventos e mesmo assim já carrega na bagagem colaborações nos projetos: Sereia do asfalto by Barraqueira Produtora, e BATEU.

Ressignificando a histeria, Talulah recepciona à todas com muita energia. Até lá!