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Bateu A Intervenção Histérica Capa

historicamente, a histeria foi investigada por Freud como uma forma de sofrimento feminino convulsionante. hoje desvalidada como diagnóstico, o termo é usado de maneira pejorativa a fim de desqualificar mulheres com atitudes assertivas. vivemos em uma sociedade estruturalmente patriarcal, e apesar de sermos maioria estatística da população, a realidade nas ruas e nos rolês é outra. mesmo a BATEU tendo uma estatítistica equilibrada de público (55% homens e 45% mulheres); sentimos a necessidade de emergir um novo capítulo da technovela BATEU: uma intervenção feminina. e histérica.

porque somos histéricas ao tomar, pela primeira vez, a produção de uma festa com equipe e line up 100% feminina. somos histéricas por sermos mulheres trabalhadoras lutando pelos nossos desejos, direitos e escolhas respeitadas. lutando pelo espaço na cena eletrônica como produtoras, DJs, pista, no front ou qualquer que seja o lugar que queiramos ocupar. se somos vistas como loucas desvairadas de ressignificar a histeria por impor nossas vozes, há muito tempo abafadas; ainda somos alegres, divertidas, carinhosas e acolhedoras. mas precisamos ser histéricas, insubordinadas, teimosas, falar alto, meter tiro, porrada e bomba se for necessário.

Bateu A Intervenção Histérica

direção Lara Albrecht @laraxalbrecht
edição Rafaella Whitaker @wwwpontorafa
assistência de direção Fabi Cenci @noizzed
produção Luisa Talulah @luisatalulah
beleza Laró Prazeres @laroprazeresmakeup
assistência beleza Ariana Almeida @ariana.grandona
modelo Flavia Ecezano @flaviaecezano_
modelo Manuela Moreira @manuelamoreirass
modelo Julia Lie @xjulialie

agradecimentos @seila.brecho @maduhhoffmann e @viottimo